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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

OPERAÇÃO LAVA JATO ACUSA FILHO DO PRESIDENTE DO STJ DE RECEBER R$77 MILHÕES PARA INFLUENCIAR DECISÕES DO TRIBUNAL

Blog do Alex Ramos
A Operação Lava Jato acusa o advogado Eduardo Martins, filho do recém-empossado presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, de receber cerca de R$ 77 milhões da Federação do Comércio do Rio de Janeiro para influenciar em decisões de ministros daquela corte.
Eduardo Martins é alvo de uma ação da Lava Jato deflagrada nesta quarta-feira (09/09) que visa escritórios de advocacia investigados pelo Ministério Público Federal por suspeitas de serem usados para desviar recursos do Sistema S fluminense. O chamado Sistema-S é formado pelo Senac, Sesi e Sesc.
A missão de Eduardo Martins, segundo as investigações do Ministério Público, seria a de obter junto ao Superior Tribunal de Justiça decisões que pudessem manter Orlando Diniz à frente da Federação de Comércio fluminense. Diniz foi preso pela Lava Jato e firmou acordo de delação premiada com a procuradoria.
Na decisão em que acatou a denúncia do Ministério Público Federal e determinou a realização de buscas e apreensão, o juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, apontou o recebimento de valores pelo advogado em dois trechos.
“De forma livre e consciente, entre 23.12.2015 e 29.4.2016, em quinze oportunidades diferentes, Eduardo Martins desviou para si e para Cesar Rocha, com a ajuda também livre e consciente de Orlando Diniz e Cristiano Zanin, R$ 37.400.000,00 (trinta e sete milhões e quatrocentos mil reais) do SESC/RJ e do SENAC/RJ.”
Cristiano Zanin é um dos advogados de Lula, o chefe petista condenado pela justiça, e é acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção e lavagem de dinheiro no decorrer de sua atuação em favor de Orlando Diniz, ex-presidente da Federação do Comércio fluminense.
É a primeira vez que a Lava Jato chega muito próximo, ainda que de maneira indireta, de um esquema ilícito envolvendo uma instância do judiciário, em especial a relação entre esta instância e determinadas bancas de escritórios de advocacia.
Esses fatos jogam por terra a narrativa sustentada por veículos como blog O Antagonista, segundo o qual a Lava Jato e o combate à corrupção no Governo Bolsonaro estariam sendo enfraquecidos por interesse do próprio governo e pela saída do agora blogueiro Sergio Moro e por conta do afastamento do procurador Deltan Dallagnol.
Mas o que a realidade tem mostrado é exatamente o contrário, conforme o Crítica Nacional já antecipou: a Lava Jato tem se fortalecido no Governo Bolsonaro justamente após a saída de Sergio Moro e o afastamento de Deltan Dallagnol. A evidência deste fortalecimento é que a operação está começando a chegar onde antes ela nunca havia chegado: nos tucanos e no judiciário.
Fonte: Crítica Nacional

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Luzimar Rodrigues