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sábado, 29 de maio de 2021

Gelo no pênis, exorcismo e medo; os padres gays silenciados pela Igreja no Brasil

 BLOG DO ALEX RAMOS 

No meio da noite, num seminário católico em São Paulo, um aspirante a padre se martirizava: "Em nome de Jesus, demônio da homossexualidade, saia de mim!". Deitado em sua cama no quarto que dividia com dois religiosos, Rafael*, de 20 anos, apertava as unhas nas palmas das mãos até quase machucar, e rezava sem parar. Insone, caminhava até o banheiro e, esbravejando e chorando, agredia o seu órgão sexual e o envolvia em cubos de gelo. Deitava no chão gelado ou, em outros momentos, ficava sob a ducha fria até amanhecer, rezando e suplicando. "Espírito inimigo, manifestação do Mal. Saia de mim!"

As orações e suplícios eram parte de um ritual noturno que o seminarista chamava de "exorcismo da homossexualidade". Nessas noites, Rafael pedia para deixar de ser uma pessoa "desordenada", como documentos da Igreja Católica definem os homens e mulheres gays. "Senhor, me cura de toda tendência homossexual", rezava o estudante, que chegara à capital paulista dois anos antes.

A ideia de viver sob uma condição a ser "curada" acompanhou Rafael por muito tempo. Nove anos depois das noites de exorcismo no seminário, já ordenado sacerdote, ele anotou em uma espécie de carta, endereçada a Deus: "Cansei de fingir ser quem eu não sou. Quero descansar", relembrou Rafael, hoje um padre na periferia de São Paulo, "por favor, Deus, me leve. Prefiro a morte".

Solidão 

As histórias dos padres gays são vividas em segredo, discutidas apenas entre eles, tratadas em guetos dentro das congregações, sob o medo de perseguição e de caça às bruxas. Ou, apenas, em solidão.

Não há uma estatística oficial sobre o número de padres católicos homossexuais no Brasil. No país, dentre 27 mil padres, não há nenhum que esteja atualmente exercendo o sacerdócio e que tenha assumido a homossexualidade em público. Nos Estados Unidos, pouco mais de dez já falaram publicamente sobre sua orientação sexual.

Um padre gay no Ceará disse à BBC News Brasil que, em sua ordem religiosa no Nordeste, "pelo menos 80%" dos colegas têm essa orientação. Um seminarista disse à reportagem que, em sua turma de 40 estudantes no interior de São Paulo, 30 seriam homossexuais. E uma pesquisadora que estuda um monastério católico no Nordeste afirma que, lá, "90% do clero é gay".

Seis padres e seminaristas homossexuais de cinco Estados brasileiros aceitaram compartilhar suas histórias, ao longo de um mês, com a reportagem da BBC News Brasil. Todos pediram anonimato, por receio de punições. Mesmo que vivam o celibato, como pede a doutrina católica, se os seus superiores considerarem que têm orientação sexual inadequada, eles podem ser expulsos da Igreja.


Como disse um padre da Bahia antes de aceitar conceder a entrevista, "minha vida depende desse anonimato". Do contrário, ele poderia perder não só o emprego, mas a casa, o plano de saúde, a aposentadoria e amigos. Teria que deixar a paróquia que hoje lidera, no interior baiano, com "uma sacola de roupas velhas", poucas centenas de reais na conta bancária e sem ideia do que fazer depois.


No fogo cruzado, os padres gays


Nos últimos anos, as discussões sobre como lidar com os padres homossexuais dentro da Igreja aumentaram. Em 2013, respondendo a uma pergunta sobre a influência de sacerdotes gays no Vaticano, o papa Francisco disse sua famosa frase "Quem sou eu para julgar?" — uma fala que trouxe esperança a todos os católicos LGBTs.

No ano seguinte, no Sínodo sobre a Família, o papa fez uma referência direta aos "dons e qualidades" dos homossexuais e perguntou se a Igreja "seria capaz de acolher" essas pessoas. O trecho não conseguiu a quantidade necessária de votos de bispos para constar do documento final do encontro, mas foi recebido como uma nova maneira de tratar do tema.

A reação em setores tradicionalistas católicos foi forte. A tentativa de maior abertura teria tido influência em uma campanha contra o papa que se agravou com a acusação de que Francisco teria acobertado ou tolerado abusos sexuais de menores cometidos pelo ex-cardeal americano Theodore E. McCarrick (posteriormente expulso da Igreja pelo papa).

Em uma carta aberta, um ex-embaixador do Vaticano em Washington, Carlo Maria Viganò, chegou a pedir a renúncia do papa e denunciou uma "máfia rosa" que agiria na Santa Sé. Segundo Viganò, esse grupo pregaria mais poder para o clero homossexual e encobriria casos de pedofilia.

Dezenas de estudos feitos em vários países jamais encontraram relação entre ser gay e abusar sexualmente de crianças. Ainda assim, bispos e cardeais desses mesmos setores tradicionalistas insistem em apontar os padres homossexuais como a causa do problema dentro da Igreja.

Nas manifestações seguintes sobre o clero gay, o próprio papa pareceu se tornar mais crítico. Ele disse, em maio de 2018, que a homossexualidade está "na moda" e que "é melhor que deixem o sacerdócio a continuarem a viver uma vida dupla".

Por fim, em nova abertura, em setembro, Francisco recebeu o padre jesuíta James Martin, um defensor da causa gay entre os sacerdotes. A reunião foi vista como novo sinal de apoio do pontífice à acolhida de homossexuais.

No Brasil 

No Brasil, o posicionamento da Igreja Católica é idêntico à tradição do Vaticano. Em resposta a questionamentos da BBC News Brasil sobre quem pode se tornar padre, o arcebispo-primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, citou a última instrução publicada pela Igreja, em 2005 — a que fala que não se pode "admitir nos seminários e ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade", apresentam "tendências homossexuais profundamente radicadas" ou "apoiam a chamada 'cultura gay'".

O texto que a Arquidiocese-primaz do Brasil cita passou a valer nos primeiros meses do papado de Joseph Ratzinger, o Bento 16, e é o mais restritivo em relação aos gays.


A instrução repete normas que já apareciam no Catecismo da Igreja (conjunto de regras da doutrina católica para todos os países), escrito pelo próprio Ratzinger, então cardeal, em 1986 — quando era o líder da Congregação para a Doutrina da Fé, entidade do Vaticano responsável por defender a tradição e as ideias teológicas da Igreja. Vigente ainda hoje, esse é o texto que define pessoas gays como "objetivamente desordenadas".

Responsável pelas discussões que podem promover mudanças na Igreja no país, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou, por sua vez, que não foram feitas nos últimos anos e nem estão sendo feitas atualmente, em suas assembleias internas, discussões sobre os sacerdotes homossexuais.


Muitos desses padres oscilam entre os lampejos de abertura de Francisco, a postura distante da Igreja Católica no Brasil e a franca agressividade dos setores ultratradicionalistas. E vivem suas trajetórias em silêncio, no dia a dia das paróquias do interior e das grandes cidades brasileiras, sem revelar quem eles realmente são.

Nunca em dois


Aspirantes a padres aprendem como funciona o armário católico ainda no seminário. Muitas das normas dessas casas de formação só existem para combater as "tendências homossexuais" entre os seminaristas, como relembra o padre Rafael, hoje aos 45 anos, em uma conversa com a BBC News Brasil na cozinha da casa simples onde vive, perto de sua paróquia em São Paulo.


Andar em duplas pelos corredores e pátios à noite, por exemplo, era visto com maus olhos. Os dormitórios eram compartilhados, sempre, entre três ou cinco seminaristas. "Nunca duas, nunca quatro pessoas. Era uma regra que todos entendiam: para evitar a formação de casais", conta o padre. "Mas o que acabava inibindo eram as amizades."

Como disse um padre gay do interior da Bahia, querer avançar na discussão sobre a acolhida do clero gay na Igreja, neste momento de divisão, é "pedir para ser apedrejado". "Há uma sensação de que, com Francisco, é agora ou nunca (para mudanças). Mas, como na doutrina nada muda, ao mesmo tempo em que há mais integrantes do clero querendo falar, a angústia só aumenta, por não se sentirem seguros para isso."


Assistir ao telejornal depois do jantar, ou ir ao cinema, só se os seminaristas estivessem em números ímpares. "Provoca um clima tenso, não é natural, tranquilo. Sempre há olhos em você. E isso se prolonga por sete, oito anos", diz um outro seminarista.

Dois seminaristas com quem a reportagem conversou (um de Minas Gerais e outro do Piauí) relataram regras semelhantes em suas rotinas. "Quem vai achar que esse é um bom ambiente para uma pessoa ter uma formação sentimental saudável?", questiona o padre Rafael. "É importante ter um bom desenvolvimento afetivo para ficar bem consigo e depois poder servir bem aos fiéis. Não é essa a razão de ser da igreja?"

Dos seus anos de formação, Rafael traz também a sensação de culpa. Segundo o catecismo da Igreja, a masturbação é considerada pecado grave, por representar um ato sexual cujo fim não é a reprodução. Se envolvesse pensamentos homossexuais, tratava-se de "manifestação do demônio" — uma "sensação horrível", define Rafael, e sobre a qual não podia falar com ninguém, por medo de ser expulso.

Nesse período da juventude, entre os 20 e os 25 anos, o seminarista considerou estratégias diversas para combater esse "mal": além das aplicações de gelo na genitália, quis ter um cinto de castidade ("achava que um cadeado resolveria") e decidiu deixar de comer seus pratos preferidos ("uma ideia de purificação contra o prazer").

Um outro padre gay, Aurélio*, hoje pároco numa cidade média no interior da Bahia, conta que em seu seminário, no início dos anos 2000, santos católicos "bem-sucedidos" em reprimir a sexualidade eram citados como exemplos a seguir. São Francisco de Assis, contavam os formadores, se atirava nos espinhos de uma roseira quando sentia impulsos sexuais fortes demais, ou na neve.

Aos 20 anos, Aurélio acreditou que a privação do sono seria uma boa forma de frear seus desejos (fortes naquele tempo, segundo ele conta). "Me obrigava a dormir três horas por noite, no máximo. Fazia trabalhos de graça, virava noites, me cansava muito. Achava que, se eu estivesse bem desgastado, não teria desejos", contou o padre. Como resultado, perdeu mais de 10 quilos e, numa manhã, caiu de cama e durante dias não pôde se levantar.

Um alívio possível, nesse contexto, era a confissão. "Eu chegava a ir de roupão ao confessionário. Saía do banho morrendo de culpa por ter tido prazer sexual sozinho", relembra o padre Rafael. "Era um alívio incompleto. Não sentia confiança no padre confessor, não falava das minhas fantasias com receio de ser perseguido. Logo depois me sentia culpado de novo. A sexualidade era esse inferno, de dia e de noite. Um terror."

Nas aulas sobre a doutrina, as dúvidas se multiplicavam. "A masturbação, um pecado grave? Honestamente, Deus está preocupado se você está se tocando? E aí vai ao confessionário e não fala que tratou mal o pobre, que manchou a imagem de alguém… O único pecado era a sexualidade", afirma Rafael. "E satanizei esse meu lado. Percebi que tinha a 'tendência' e fiquei pirado. Lembro do dia em que falei para mim mesmo: 'Meu Deus, estou desconfiado de que sou gay. Nem mereço estar vivo'."

Em seu seminário, Rafael ouviu pela primeira vez uma expressão comum nesse meio: as "amizades particulares", como os superiores chamavam os relacionamentos entre jovens que eles acreditavam serem gays.

"'Não podemos ceder a amizades particulares', eles falavam, uma regra sempre repetida", conta Rafael. "Era uma forma de dizer que a proximidade entre amigos estava descambando para a 'anormalidade'. Eu vivi isso. Tinha meu melhor amigo e ouvíamos críticas: 'Olha quem vem lá, uma amizade particular…'"

Como Rafael estava decidido a viver o celibato, e também a afastar suspeitas de que desrespeitava essa regra, ele se distanciava das pessoas com quem tinha afinidade. "A consequência é que os seminários formam jovens adultos muito imaturos emocionalmente."


Por que insistir em ser padre?

Rafael terminou sua formação em 2002 e, uma vez ordenado, encontrou durante algum tempo relativa paz. Viver em celibato é um desafio para qualquer padre, ele dizia a si próprio, seja ele gay ou heterossexual.

A ideia de uma "igreja para os pobres" era o que o atraía, e Rafael, como os padres que aceitaram contar suas histórias nesta reportagem, não duvidava de ter ouvido o "chamado". Não questionava, enfim, o que a Igreja Católica chama de vocação.

"Sentia que tinha o que é necessário para ser um bom sacerdote. Nunca duvidei disso. A Igreja que me atrai é a que está com o povo, que se doa, ajuda as pessoas, vai ao encontro de quem precisa. A Igreja que prepara para enfrentar a vida e não a que vira as costas para o diferente", diz. "É a ideia que me mantém nela até hoje, mesmo que não me aceite plenamente."

Dedicado, o padre Rafael galgou posições dentro de sua diocese, que o colocou em uma relação de autoridade sobre outros padres. Foi quando voltou a sentir o peso da contradição em relação à instituição que abraçara. "Eu me perguntava: como posso ser responsável por essa estrutura toda e sentir atração por homens? Está errado, eu sou errado. Deus vai me castigar, vai descontar nas minhas iniciativas pastorais, algo muito ruim vai acontecer."

Um dia, um frequentador de uma paróquia sob sua responsabilidade passou a se dizer possuído pelo demônio. Para Rafael, a culpa era sua, da sua sexualidade e de seus sentimentos "desordenados". "Nessa época, começaram a surgir feridas no meu corpo, que eu procurava esconder e que demoraram meses para sarar."


"Pensei: o que vou fazer? Então descobri os sites pornô, fiquei viciado em pornografia, vídeos de sexo entre homens todo dia, a culpa só aumentava… Não aguentava mais, e orei pela minha morte."


Meses depois, os poucos amigos com quem passou a falar sobre o assunto insistiram para que ele tentasse novamente a terapia. Recebeu a indicação de um outro padre, psicólogo, que atendia dentro de uma congregação. Desta vez, a abordagem foi outra.

"A primeira frase que disse pra ele foi: 'Eu reconheço que tenho uma tendência homossexual, mas não aceito'. E a primeira coisa que ele falou foi: 'Mas como você vai ser feliz, se você não se aceita?'", conta.

"Cara, ele me quebrou as pernas. Que diferença. Joguei fora um livro que eu estava lendo, coisa pesadíssima, chamado Batalha pela Normalidade Sexual — que normalidade é essa, meu amigo? Mas foi só ali que comecei a entender. Tomei consciência dos meus mecanismos, de como eu jogava tudo para baixo do tapete, do problema que é não falar sobre o que se sente… Comecei a me aceitar."

Ao receber ajuda deste outro padre psicólogo, que lhe disse ter atendido outras dezenas de sacerdotes com angústias parecidas.

Rafael percebeu uma outra faceta do armário católico: entre os padres, ele não é secreto de forma alguma. Todos sabem da existência de homossexuais no clero — a questão é que não se pode falar disso publicamente. "É a própria definição de tabu."

Uma situação inesperada vivida nessa época, em meados de 2012, contribuiu para o processo de aceitação do padre Rafael. Em uma viagem, ele encontrou um superior, um bispo conhecido seu, que o olhou de um jeito novo.

"Ele deu em cima de mim. O bispo se aproximou, me deu um beijo na orelha. Fiquei sem reação, eu não o conhecia há muito tempo, mas simpatizava com ele e não quis afastá-lo. Deixei que ele me tocasse, toquei nele. Ficou nisso. Ele era uma autoridade, não fiquei à vontade para nada mais. Olha, eu tento viver o celibato, mas há momentos de tentação. Esse foi um", conta.


"Fiquei achando que aquilo podia ser uma desgraça na minha vida, que eu podia ficar traumatizado. Mas foi o contrário: senti uma libertação. Comecei a raciocinar: se eu, que sou um pobre miserável, com responsabilidades medianas na Igreja, sinto esse tipo atração e fico me culpando… Vem esse cara, com centenas abaixo dele, e também sente. Não vou me culpar mais. Vou ficar tranquilo, se é para me masturbar, vou me masturbar, vou fazer minha terapia... Eu sou o que sou."


A partir daí, aos 38 anos, começa o período que o padre Rafael chama de "libertação". "A tranquilidade de entender que não era só comigo me ajudou muito, diminuí a pornografia, a masturbação. As coisas deixaram de ter proporções enormes na minha vida, como tinham antes. E deixei de me culpar pelo prazer."

É uma liberdade ainda precária, diz ele — pois, embora já tenha saído do armário para si próprio e alguns amigos padres mais próximos, não o fez publicamente.

Para Rafael, o assédio do bispo foi uma prova do que ele já intuía. A presença de gays extrapola os seminários e paróquias, e avança pela hierarquia da Igreja, que finge que a questão não existe.


O clero gay


Durante boa parte da história da Igreja Católica, a presença ou mesmo a predominância de padres gays não representou problema algum. Na verdade, era um fato encarado com indiferença pelos papas, como afirmou o autor britânico Andrew Sullivan, que escreve sobre homossexualidade, política e religião, em artigo publicado na New York Magazine no ano passado.


Havia inquietação com a vida sexual em geral, mas não com a questão específica da homossexualidade, desde que se respeitasse o celibato, escreve Sullivan. Para ilustrar essa maior tolerância, ele cita registros históricos de padres e monges que, nos séculos 11 e 12, enviavam poemas de amor uns aos outros. Não há notícias de que tenham sido perseguidos.


Nessa época, em um exemplo da menor importância que se dava ao tema, o papa Leão 9º recusou um pedido de proibição expressa da homossexualidade no clero, em 1051. Na justificativa, o líder católico disse que o problema seria se o sexo homossexual fosse "uma prática antiga, ou praticado com muitos homens" e aceitou que falhas eventuais fossem perdoadas.


Anos depois, em 1059, o papa Alexandre 2º também reagiu com distanciamento a proposta semelhante e não a atendeu, como apontou o historiador da Universidade de Yale John Boswell, no livro Christianity, Social Tolerance and Homossexuality (Cristianidade, Tolerância Social e Homossexualidade, publicado em 1980).


Uma mudança crucial veio no século 13, quando São Tomás de Aquino, nos apontamentos mais tarde reunidos em sua Suma Teológica, denunciou atos homossexuais como sendo "contra a natureza", e classificou a relação entre pessoas do mesmo sexo como "pecado mais grave" do que a violação ou o adultério.


A partir dali, o tabu em relação ao tema prosperou. A prática sexual, segundo Tomás de Aquino, teria de se restringir ao casamento e à procriação.


A Igreja abraçou esse ideário. É o que sustenta, ainda hoje, a doutrina escrita por Ratzinger em 1986.


Fonte: BBC News Brasil 










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Luzimar Rodrigues