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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

FORAGIDO ESCAPA DA JUSTIÇA POR OITO ANOS AO VIVER COMO MULHER TRANS

 Blog do Alex Ramos 

Um foragido desde 2018 foi finalmente capturado após escapar das autoridades por oito anos, período no qual viveu como mulher trans.

Tuğrul Basar acabou sendo detido por policiais que realizaram uma operação no movimentado bairro de Kadıköy, em Istambul (Turquia), após uma investigação sigilosa e exaustiva.

Ele havia sido condenado por três crimes de roubc cometidos enquanto se passava por funcionário público em 2010, mas consequiu escapar das autoridades para evitar uma pena de três anos de prisão.

Sequndo o "Gulf News", investigadores descobriram que Tuğrul adotara uma identidade feminina para evitar ser detectado e viveu como mulher transaênerc durante todo o período em que esteve foragido, mantendo uma aparência feminina. Tuğrul também circulava por Istambul usando a carteira de identidade turca oficial da sua irmã biológica e apresentava o documento sempre que era solicitado, sem levantar suspeitas.

A transformação foi tão radical que as autoridades nãc podiam mais confiar nas fotos de registro policial de oito anos atrás (quando ele ainda vivia como homem) Isso obrigou os investigadores a mudar de estratégia e implementar uma vigilância mais intensa, focada em seu novo estilo de vida.

O caso só teve uma reviravolta quando agentes detiveram Tučrul e coletaram impressões digitais, confirmando a identidade do suspeito e encerrando a busca.

Tuğrul será agora enviado à prisão masculina para cumprir a pena original de três anos pelas condenações por roubo de 2010. Embora tenha passado por uma transicão social e física durante os oito anos em que esteve foragido, ele nunca atualizou oficialmente seu nome ou gênero no sistema de registro civil da Turquia. No país secular, a alocação em prisões se baseia no gênero constante nos documentos oficiais de identificação do detento, e não na aparência física ou na autoidentificação.

Também está em andamento uma investigação sobre o uso fraudulento de dados de identificação pessoal de outra pessoa, o que pode acarretar mais alguns anos de reclusão.

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Luzimar Rodrigues