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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

LULA ACEITA CONDIÇÕES DE FLÁVIO E REAFIRMA DESAFIO SOBRE QUEBRA DE SIGILOS

 Blog do Alex Ramos 

Coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram nesta quarta-feira (21) que o petista não se opõe às condições colocadas pelo seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para autorizar a quebra de sigilos.

"Todas as condicionantes a única resposta é que o presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou, com tanto que ele [Flávio Bolsonaro] faça".

Camilo Santana disse ainda que a campanha de Lula vai ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22) protocolar a resposta ao senador Flávio Bolsonaro.

"Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor ao que ele colocou condicionantes. Amanhã às 11h estaremos no TSE para protocolar a resposta do presidente e é o prazo para ele estar la também", disse Santana.

As condições impostas por Flávio

Em resposta ao desafio de quebras de sigilo lançado nesta semana pelo presidente Lula, Flávio condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal.

Entre as principais exigências feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro estão:

Sigilos de assessores próximos: apresentação de termos de autorização de quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete.

Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde o ano de 2003.

Caso Master: divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.

INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.

INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.

Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano de mandato.

O 'desafio' de Lula

Em um documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PT à reeleição afirma que autoriza a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico relativos aos últimos 8 anos, e também os de seus parentes, desde que o seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.

De acordo com a petição apresentada pela defesa de Lula ao TSE, a liberação e a ampla divulgação dos dados – seja por meio do sistema Divulga CandContas da Corte Eleitoral, ou de outro site de acesso público – vão abranger os seguintes familiares de Lula:

Rosângela Lula da Silva, a Janja, esposa do presidente;

Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha;

Marcos Cláudio Lula da Silva, filho;

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho que é alvo de investigações da PF;

Sandro Luís Lula da Silva, filho;

Luís Claudio Lula da Silva, filho.

Lula condiciona a liberação dos seus sigilos e os de parentes à autorização, por Flávio Bolsonaro, da divulgação dos sigilos dele e dos seguintes familiares:

Jair Bolsonaro, pai;

Rogéria Bolsonaro, mãe;

Carlos Bolsonaro, irmão;

Eduardo Bolsonaro, irmão;

Jair Renan Bolsonaro, irmão;

Fernanda Bolsonaro, esposa.

E também das seguintes empresas ligadas ao candidato do PL:

Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia;

All In One Corretora de Seguros Ltda;

Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda;

Bolsonaro Digital Ltda;

Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Willer Tomaz, que tem uma conta em que Flávio foi cadastrado como "usuário master".

Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles, sobre lavagem de dinheiro, investiga a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.

O outro inquérito trata do financiamento de "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme.

Interferência da Meta

A campanha de Lula afirmou que segue preocupada com a atuação da Meta durante o período eleitoral mesmo após a reunião de terca-feira (20) no TSE com a empresa.

Segundo a coordenação, a ala jurídica da campanha vai entrar ainda nesta quarta-feira (21) com representações na Justiça Eleitoral contra a Meta."A Meta é motivo de grande preocupação para gente e para o mundo democrático. Não vamos aceitar esse tipo de interferência, esse tipo de coisa" afirmou Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação (Secom).


Fonte: Secom

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Luzimar Rodrigues