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quinta-feira, 18 de julho de 2019

'RAPARIGA DIGITAL', MULHERES CONTAM HISTÓRIAS DE TRAIÇÕES DESCOBERTAS PELO CELULAR

Blog do Alex Ramos

 Jaqueline Copque dá dicas para trair sem ser pego: troca frequente de senha, bloqueio de WhatsApp e contatinhos gravados como 'tios' Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Terror dos comprometidos, um celular desbloqueado esquecido pode ser a gota d’água para o fim do relacionamento. Isso se, do outro lado da tela, vier uma mensagem mais “quente” de autor ou autora desconhecida. Hoje, já não é mais preciso seguir o namorado para flagrá-lo com “a outra”: o smartphone denuncia as “raparigas digitais”, expressão que virou música na voz da cantora Naiara Azevedo. Embora a canção se refira apenas a amantes do sexo feminino, nas ruas do Rio, cariocas contaram ao EXTRA histórias de traição de homens e mulheres descobertas pelo telefone móvel. Outros deram dicas de como pular a cerca sem deixar “pegadas digitais”.
— Eu já terminei um namoro de quatro anos porque flagrei meu companheiro com aplicativo de encontros no celular. Quer sair com outras? Que vá! Mas eu nasci para ser exclusiva. Não perdoei. Ele vacilou, eu mandei embora — conta a vendedora Mariana Silva, de 26 anos, que absolve a “rapariga” de culpa pelo caso do namorado.
Nas ruas da Saara, há quem assuma os riscos de trair e utilize artimanhas para não ser pego em flagrante. Solteira, a vendedora Jaqueline Copque dá dicas valiosas para quem tem o rabo preso:
— Estou sempre trocando a senha do celular, tenho dois aplicativos diferentes de mensagens e uso uma ferramenta que bloqueia meu WhatsApp. Além disso, salvo os contatinhos como parentes: tio fulano, primo ciclano. É melhor se precaver — entrega.
Nos versos da canção, Naiara conta a história de um homem que esquece o celular na presença da mulher, que descobre a traição e põe fim à relação: “Nem perde o seu tempo dando explicação/Eu e você já era/Quer conhecer uma pessoa/pega o celular dela”. E reforça que, apesar de todas as ameaças, “essas piriguetes de internet nunca vão superar uma mulher real”. Na internet, o clipe da música já passou de 88 milhões de isualizações.
— A obra não é minha, é composição dos parceiros Maykow Melo, Elvis Ellan, Bruno Mandioca e Henrique Castro. Ela não foi criada para uma situação ou uma pessoa específica. Acho que hoje em dia todo mundo conhece uma rapariga digital, né? Com a tecnologia, ela está por todos os lados: mandando aquele “oi, sumido” para o seu marido, curtindo uma foto, dando aquela cutucada. É a mesma rapariga que existe fisicamente, só que pelas redes sociais e aplicativos de mensagem.
Segundo a rainha da sofrência, muitas fãs acabam desabafando com ela:
— No camarim antes do show, quando atendo fãs, muitas mulheres relatam que já passaram por situações parecidas com a da música, mas que superaram. Acho o máximo!
Até digital do pé é usada como proteção
Os comerciantes Gabriel Chamma, de 28 anos, e Rosi Maria, de 38, trabalham com acessórios para telefone. Ele diz que já registrou o dedo do pé no reconhecimento da digital para que a ex-mulher não desbloqueasse o celular enquanto ele dormia. Já Rosi aponta as películas de privacidade como o grande sucesso de vendas.
— Os homens são os que mais procuram, estão sempre escondendo alguma coisa. Essas películas escurecem a tela para vistas laterais — explica.
João Carlos (nome fictício, pois ele não quis se identificar) descobriu traições no celular da mulher e a expulsou de casa:
— Desconfiei porque, de uma hora para outra, a minha mulher trocou a senha do celular. Um dia, ela pegou no sono vendo Netflix, e eu aproveitei para pegar ela no flagra. Fuxiquei o celular e encontrei o que não queria — conta o rapaz, que teve vergonha de revelar o real motivo da separação para a família: — Inventei que era desgaste da relação.
Para quem descobre a traição, Naiara deixa um conselho:
— Coloca a sua melhor roupa e chama os amigos ou as amigas para sair! Tem que valorizar quem te valoriza! — destaca a cantora, de 29 anos.
Do Extra

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Luzimar Rodrigues