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segunda-feira, 13 de abril de 2020

MORRE AOS 72 ANOS O CANTOR MORAES MOREIRA

Blog do Alex Ramos
O cantor baiano Moraes Moreira morreu nesta segunda-feira (13) no Rio de Janeiro. Segundo o Blog do Marrom, que informou em primeira mão a notícia, o também cantor e compositor Paulinho Boca de Cantor confirmou a informação. Muito emocionado, Paulinho mal conseguia falar e contou que ele faleceu durante o sono. 

A causa da morte de Moraes ainda não foi informada. Também não há informação sobre quando e onde será o sepultamento. Ele estava em sua casa, na Gávea, ao falecer - ele vivia sozinho e já foi encontrado morto. O cantor deixa dois filhos, o também músico Davi Moraes e Maria Cecília, e dois netos, Alice e Francisco.

Em janeiro, o cantor fez um show no Pelourinho, ao lado do filho. Sentado durante a apresentação, já parecia estar debilitado. Em fevereiro, no Carnaval, voltou a se apresentar no Pelô. "Eu já passei por tantos carnavais aqui na Bahia e o povo no chão  pedia para a gente cantar. E hoje em dia o  trio elétrico é essa loucura toda", disse. "Aqui, no Pelourinho, se forma. Viva o Pelourinho!".
Nascido Antônio Carlos Moreira Pires na cidade de Ituaçu, Moraes começou a carreira tocando safona em festas de São João. Na adolescência, aprendeu a tocar violão enquanto estudava em Caculé. Depois, se mudou para Salvador e conheceu Tom Zé. Formou com Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão os Novos Baianos, ficando com o grupo de 1969 até 1975.
Com Luiz Galvão, compôs a maioria das canções do grupo, que é responsável por um dos discos mais icônicos da música brasileira, Acabou Chorare, de 1972. O disco foi eleito o melhor da música nacional pela edição brasileira da Rolling Stone em 2007. "Obra-prima dos Novos Baianos, Acabou Chorare nasceu do choque entre o grupo e João Gilberto (engana-se quem imagina que a influência musical foi unilateral. Vale ouvir João Gilberto, o 47º colocado desta mesma lista, e perceber imediatamente que se trata do outro lado de uma mesma moeda.) Depois de um primeiro disco semitropicalista, um tanto psicodélico e essencialmente roqueiro gravado em São Paulo (É Ferro na Boneca, de 1970), a trupe se mudou de mala e cuia para o Rio de Janeiro e por lá se instalou", diz trecho da matéria.

Fonte:  Correio 24h

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Luzimar Rodrigues