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sexta-feira, 12 de março de 2021

Flamengo deixa de ganhar R$ 110 milhões com Covid, e orçamento prevê vendas: "Tem que ser cumprido"

 Blog do Alex Ramos

A pandemia teve um efeito devastador no mundo e também na economia dos clubes. O Flamengo fez as contas e concluiu que deixou de ganhar no último ano R$ 110 milhões como efeito direto da Covid, principalmente com a ausência de bilheteria e queda brusca no número de sócios-torcedores - de 150 mil para 61 mil.


Depois do 2019 mágico e do recorde de receita (R$ 950 milhões), o Flamengo vai publicar até o fim deste mês o balanço de 2020, que apontará a receita total de 670 milhões. Apesar de ter tido 23% a mais de renda com marketing e de ter reduzido custos, o clube encerrou o exercício com prejuízo de R$ 100 milhões.


- A Covid custou ao Flamengo R$ 110 milhões. E o impacto no orçamento foi de R$ 200 milhões (além dos R$ 110 milhões, mais R$ 90 milhões de receitas que entraram só em 2021, como a premiação do Brasileiro e direitos de transmissão) - disse Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças.


O ano foi difícil, e 2021 promete ser da mesma forma desafiador. Apesar de iniciar esta temporada com R$ 70 milhões em caixa, o Flamengo vai apertar o cinto. No planejamento, a única contratação com compra de direitos econômicos é a de Pedro (14 milhões de euros). Também está clara a necessidade de vender atletas e chegar ao valor total de R$ 140 milhões.


- No nosso orçamento, a contratação já foi feita: Pedro. Também está no orçamento uma previsão de vendas em janeiro (R$ 50 milhões), que já foi cumprida (Lincoln e Yuri César), e outra que precisa ser cumprida em julho (R$ 90 milhões). Não vamos fazer loucura. Não tem possibilidade disso. Existe um orçamento e precisa ser cumprido. Só vai comprar atleta depois que vender - disse Tostes.

Em entrevista ao ge, o vice financeiro Rodrigo Tostes e o diretor Fernando Góes esmiuçaram a situação financeira do clube. Apesar das dificuldades, existe a confiança de que o clube está saudável, mas que não pode dar passos maiores do que as pernas. E há a certeza de que a volta do público aos estádios é primordial para o Flamengo sustentar seu alto investimento.


Panorama das finanças rubro-negras:

O clube teve o indicador financeiro Ebitda, que mostra geração de caixa, R$ 100 milhões positivo, mesmo com todos os problemas;

Em função do alto investimento e outras variações, como a cambial, o prejuízo do exercício 2020 foi de 100 milhões, equivalente ao valor da perda de receita com bilheteria e sócio-torcedor;

Aumento de 23% de receita com marketing;

Redução de despesa operacional;

Flamengo termina o ano com R$ 70 milhões em caixa;

Endividamento financeiro (empréstimo bancário) equivalente ao de 2019 - cerca de R$ 60 milhões.

- Isso demonstra a capacidade do clube de reagir durante a pandemia e de se preparar para 2021, que seguirá sendo desafiador. O Flamengo não vai dar nenhum passo maior do que a perna. Teremos que ter mais precaução e caminhar mais devagar. Não estamos vendo previsão de as receitas voltarem. Nenhum clube é estruturado para viver sem bilheteria - disse Tostes.

Impacto da pandemia nas finanças do clube


FERNANDO GÓES: Em 2019 tivemos quase um bilhão em receita, e agora vemos o resultado da pandemia. Vamos fechar 2020 com R$ 670 milhões de faturamento. Somados bilheteria e sócio-torcedor, perdemos R$ 110 milhões. Isso não recuperamos mais.

RODRIGO TOSTES - O efeito da Covid para o Flamengo custou R$ 110 milhões em 2020. Os clubes maiores, que investem mais, sofreram mais porque têm uma receita recorrente de bilheteria e sócios maior. O clube contrata jogadores caros imaginando que vai ter receita de bilheteria. Para chegarmos a estes R$ 670 milhões, temos que agradecer muito aos 60 mil sócios que continuaram a pagar mesmo sem ter o benefício. Esses são os que mais temos que agradecer.

Adiamento dos jogos atrasa entrada de receitas


RODRIGO TOSTES - Outros R$ 90 milhões tivemos que jogar para 2021, porque só podemos contabilizar a receita quando incorre realmente com o jogo. Como os jogos foram adiados, parte da receita foi passada para 2021. É dessa maneira que fazemos, porque somos auditados por uma das maiores empresas do ramo (Ernst & Young).


FERNANDO GÓES - A premiação do Campeonato Brasileiro (R$ 33 milhões) estava prevista para o ano passado. Ela faz parte destes R$ 90 milhões (que não entraram no balanço 2020).

Do GE



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Luzimar Rodrigues