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domingo, 18 de abril de 2021

Jovem dá à luz gêmeas, contrai Covid-19 e morre sem conhecer as filhas

 Blog do Alex Ramos

Nathanny Ribeiro da Silva, de 28 anos, morreu por complicações da Covid-19 após ficar mais de um mês internada. A vítima não conseguiu conhecer as filhas gêmeas, que nasceram no dia 25 de março, no Guarujá, litoral de São Paulo. A mulher precisou ser intubada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) logo após o parto.


Segundo Ana Paula Maria Ramos, de 40 anos, gerente da Unidade de Saúde da Família (USF), Nathanny fez o pré-natal e tinha toda sua gravidez acompanhada pela unidade. Em entrevista ao G1, ela revelou que a vítima possuía problemas de tireoide, glândula localizada na parte inferior do pescoço, por isso, passava por uma gravidez de risco.


No dia 22 de março, a jovem começou a passar mal em casa, sem conseguir respirar, e foi levada por familiares ao Hospital Guilherme Álvaro. No dia 25, as gêmeas nasceram. Contudo, antes do procedimento, os médicos detectaram uma mancha no pulmão de Nathanny, e por isso ela foi intubada logo após o parto. Posteriormente, confirmou-se que a vítima estava infectada pelo coronavírus.

De acordo com a irmã de Nathanny, as meninas nasceram prematuras, um pouco antes de completar o 7º mês de gestação. A vítima ficou intubada até a última quinta-feira (15), quando faleceu com síndrome respiratória aguda grave desencadeada pela Covid-19, pneumonia, infecção pelo coronavírus, tireotoxicose e insuficiência cardíaca.


Além das gêmeas, Nathanny também deixou outra filha e um filho, que estão sendo cuidados pela avó materna. Funcionários do hospital onde a jovem realizava o pré-natal ficaram comovidos com a situação e decidiram arrecadar produtos básicos para doar às gêmeas, a fim de ajudar a avó das crianças.

“Decidimos ajudar porque conhecemos a família, sabemos que eles precisam de ajuda, e tínhamos um carinho grande por ela [Nathanny]. Eu tento fazer não só a parte de gerente, mas mais que isso, por ser uma comunidade muito carente. Conhecemos todos os pacientes daqui. Se alguém falta, a gente procura. E quando descobrimos que ela tinha falecido, decidimos ajudar”, contou Ana Paula.


“Ela era demais. Estava apaixonada por essa gravidez, muito feliz. É complicado, ela não conseguiu nem conhecer as filhas”, lamentou a irmã.

Da IstoÉ

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Luzimar Rodrigues