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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O pobre sente o dobro da inflação

 Blog do Alex Ramos

O governo está tentando, desesperadamente, baixar o custo da gasolina e do diesel. Para isso, quer subsidiar os dois combustíveis. Aparentemente, esse projeto que só existe por causa da eleição. Seria bom se pudesse ser feito. Lembrem que Dilma Rousseff tentou isso e o resultado foi a quebra da Petrobras. E a Petrobras, que está na Bolsa de Nova York, ensejou que acionistas entrassem na justiça americana e teve que indenizá-los pelo prejuízo sofrido.

O Brasil tem um parque de refino muito pequeno, vendeu quase tudo e se tornou vendedor de petróleo e importador de derivados de petróleo, como os combustíveis. E os preços internos dependem de nossa taxa do dólar (as compras são em dólar) e dos preços da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), um organismo que não controlamos.

A tentativa do governo tem sentido para a população, mas é muito complicada uma solução e a pressa pode levar a um desastre. Os técnicos afirmam que isso só pode ser feito aumentando o endividamento externo, o que elevará muito a nossa dívida externa, ainda muito mais se feita com juros muito altos, o que comprometerá o futuro do país. A inflação, provavelmente, ficará sem controle. E piorará muito a vida dos pobres, que são a maioria do povo brasileiro. E esse subsídio terá que ser feito até quando?

Com a inflação atual, persistente e ainda sob algum controle, e a maioria dos economistas apostando que ela cairá aos poucos (mas cairá), o IPEA, do governo, alerta que o pobre sentiu o dobro da inflação do que os ricos, em janeiro. Imagine se ficar sem controle, como já nos aconteceu antes do Plano Real e a outros países como a Argentina. E essa alta é puxada por alimentos, afirma o IPEA. Em janeiro, o avanço dos preços atingiu 0,63% para as famílias com rendas consideradas muito baixas, que são a maioria da nação. Enquanto isso, as famílias com renda alta tiveram inflação de 0,34%, no mesmo período, diz o instituto. Alimentos e bebidas representaram para o grupo de renda muito baixa aumento de 0,31%. Em janeiro, houve aumento em produtos como cenoura (27,6%), laranja (14,9%), banana (11,7%) e batata ((9,7%) além de carnes (1,3%), café (4,8%) e do óleo de soja (1,4%).

As famílias com rendimentos considerados muito baixo são as que recebem menos de R$ 1.808,79 por mês. Na outra ponta estão as famílias cujos integrantes têm ganho superior a R$ 17,764,49.

Para as famílias de renda mais baixa, a maior pressão inflacionária nos últimos 12 meses reside no grupo de habitação, impactados pelos reajustes de 27% nas tarifas de energia elétrica e de 31,8% do gás de botijão. Para o grupo de renda alta, o maior impacto vem do transporte, com o aumento de 42,7% da gasolina e de 55% do etanol, no dia da pesquisa do IPEA. Os alimentos do domicilio em especial, o reajuste de 10% das carnes, de 21,7% aves e ovos, de 44% do açúcar e de 56,9% do café, no ano passado, provocaram impactos altistas para os mais pobres.

Portanto, amigos, vamos torcer para que tudo não piore dramaticamente.

Do jib

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Luzimar Rodrigues