Blog do Alex Ramos
![]() |
Tela do celular com mensagem que fala asobre a compra de ecstasy Foto: Reprodução |
O Ministério Púbico do Rio denunciou por crime de estupro de
vulnerável o médico Lucas Pena de Oliveira e o estudante de medicina Guilherme
Amorim Tobias. Eles são suspeitos de envolvimento na violência sexual praticada
contra uma jovem. Segundo investigações feitas pela delegada Juliana Ziehe, da
106ªDP (Itaipava), a vítima foi dopada com esctasy, após sair de uma festa universitária,
e sofreu abuso sexual no apartamento do médico. O crime ocorreu no último dia
31 de agosto, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.
O médico e o
estudante foram presos dia 1º de outubro, por conta de mandados de prisão
temporária expedidos pela Justiça. Nesta quinta-feira, a delegada disse que
concluiu o inquérito e pediu à Justiça a decretação da prisão preventiva da
dupla . Atualmente, a jovem está sendo submetida a tratamento psiquiátrico para
tentar superar o trauma. .
Segundo a delegada, mensagens trocadas por um aplicativo de celular revelam que
o médico e o estudante combinaram de comprar a droga para dar a mulheres que
fossem à festa. De acordo com as investigações, no dia 31 de outubro, após sair
do local onde estava sendo realizado o evento, a vítima, os indiciados e um
grupo de amigos pararam em um posto de gasolina.
Neste local,
após receber a droga das mãos do estudante de medicina, o médico teria então
colocado um comprimido de esctasy na boca da jovem, sem que ela percebesse que
se tratava de um entorpecente. Todos foram para o apartamento onde Lucas mora,
onde continuariam a comemoração.
A vítima
lembra que, após chegar ao local, perdeu os sentidos. Horas depois, acordou e
percebeu que estava tendo uma relação sexual não consentida com o médico. A
jovem relatou ter pedido para que ele parasse, mas não foi atendida e acabou
perdendo novamente os sentidos. No dia seguinte, acordou com dores e viu que,
no apartamento, estavam ela, o médico e o estudante de medicina.
A mulher
procurou a polícia 15 dias após a agressão e denunciou o crime. No dia 1º de
outubro, policiais civis cumpriram mandados de prisão contra o médico e contra
o estudante. Durante a operação, batizada pela polícia de Tarja Preta, foram
apreendidos remédios de uso controlado, maconha e o celular de um dos
envolvidos no crime.
O aparelho foi
periciado, e os policiais acabaram encontrando a troca de mensagens, onde o
médico e o estudante combinaram a compra da droga que seria usada em mulheres
na festa. O médico prestou depoimento e alegou ter mantido relações sexuais
consensuais com a jovem. Para a polícia, porém, a relação sexual não foi
consentida pela vítima.
— A vítima em
nenhum momento quis ter relação sexual com o médico. Ela foi inclusive drogada.
O médico e o estudante combinaram previamente que levariam droga para festa e
dariam para mulheres. O que comprova a intenção deles em praticar um crime. Já
concluí o inquérito, que foi remetido à Justiça, e pedi que a prisão temporária
fosse convertida em prisão preventiva — disse a delegada Juliana Ziehe.
De acordo com
a denúncia do MP-RJ, o crime foi praticado quando a vítima já não tinha mais
domínio sobre o próprio corpo e estava absolutamente impossibilitada de
oferecer resistência. O crime de estupro de vulnerável prevê, em caso de
condenação, uma pena que varia de oito a quinze anos de prisão.
Conteúdo:Extra
Nenhum comentário:
Postar um comentário